Food Truck Butantã (Butantan Food Park) é na Vila!

O Butantan Food Park em São Paulo (Food Truck Butanta) – É o primeiro ambiente criado para os restaurantes móveis, localizado na zona oeste da capital paulista, com 1.400 metros quadros e 16 vagas para vans, 13 para barracas e seis carrinhos.

O espaço é revezado diariamente. Para comercializar no Food Park, é necessário passar por uma entrevista prévia e pagar uma taxa por dia utilizado.

Existem também as “feirinhas gastronômicas”, que operam no mesmo modelo do Food Park.

Em São Paulo, segundo reportagem publicada por Mariana Oliveira e Meriane Morselli na Veja São Paulo em 02/10/2014, seis dessas feirinhas e food parks somados, oferecem mais de 130 pontos de venda de comida e chegam a atrair aproximadamente 20.000 pessoas nos finais de semana.

Esta tendência também já é vista em outras cidades como Vitória, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte entre outras.

Como a demanda do público consumidor por estes tipos de evento é grande, e a oferta de espaços para os Food Trucks limitada, atualmente existem filas e alto custo para se conseguir os melhores espaços. Com o tempo, a tendência é que a oferta e procura de espaços se equilibre.

No entanto, alguns eventos, de maior popularidade e possibilidade de retorno, continuarão sendo disputados.

Outra questão a se considerar é que, apesar de fugir dos custos de um restaurante, os donos de food trucks precisam estar prontos para lidar com outros desafios. Vários fatores como chuva, frio e calor, podem atrapalhar o negócio. O empreendedor deve estar pronto para isso.

Fornecedores para o Food Truck Butanta

Adquirir um Food Truck dentro das normas do DENATRAN é uma exigência para quem deseja investir no negócio.

Existem empresas especializadas em adaptar os veículos às normas e customizar os equipamentos de acordo com as necessidades do negócio e o empreendedor deve procurar uma próxima a sua região.

O tempo de produção de um Truck é de 30 a 40 dias, mas, devido o aumento da demanda pela atual popularidade, a fila de espera é grande. Atualmente, em algumas oficinas de São Paulo, quem quiser um Food Truck em São Paulo ou e outra cidade pode ter que esperar até 5 meses.

É importante que o empreendedor interessado em investir no negócio levante os fornecedores em sua região e os prazos de entrega para elaborar o seu planejamento.

Concorrência

O empresário de um Food Truck compete não somente com a concorrência direta, mas também com outros tipos de estabelecimentos.

Segundo Percival Maricato, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em entrevista a Conexão SEBRAE-SP, somente no Estado de SP, são 140 mil estabelecimentos competindo no segmento.

São restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, bancas de hot dog e pastel, disputando a preferência dos consumidores.

Esses estabelecimentos variam de forma e tamanho, caracterizando uma concorrência pulverizada e sem o domínio expressivo de uma única empresa.

Existe espaço para uma grande variedade de ofertas, que vão desde restaurantes e padarias requintadas, onde o investimento é alto, até carrinhos ambulantes, de baixo investimento inicial, servindo comida barata.

Com a concorrência direta, o empresário irá disputar, além da preferência dos consumidores, os melhores pontos públicos e privados. Por isso, quem atua no ramo, e deseja investir em um Food Truck sp, precisa se aperfeiçoar, pois enfrenta muita competição.

ESTRATÉGIAS PARA COMPETIR

Para competir no mercado de Food Truck, o empresário poderá adotar estratégias de preço, diferenciação, foco em nicho de mercado, ou uma combinação entre elas.

Segundo Reinaldo Messias, do Sebrae/SP, é preciso ter no preço, além dos pratos, um atrativo. ”Não pode ser caro, já que não está oferecendo as mesmas vantagens de um restaurante, como garçom, e tem que fazer uma coisa mais criativa, uma comida boa, de qualidade, com preço justo”.

Se a estratégia escolhida for preço baixo, o empreendedor deve ficar atento às margens. A equação financeira para o sucesso de bares e restaurantes não pode ser justa demais e não pode comprometer o lucro. A margem de lucro deve oscilar entre 10% e 20% da receita.

José Carmo Vieira, também consultor do Sebrae-SP, em reportagem ao Diário do Comércio Negócios, ensina que para quem deseja abrir um Food Truck, é preciso escolher bem o cardápio. “O empreendedor tem de se diferenciar de comidas de rua comuns”, diz Vieira.

A estratégia de diferenciação começa no cardápio e se estende à estilização dos veículos. Este posicionamento é facilmente observado pela variedade de Food Trucks presentes nas feirinhas gastronômicas.

Nelas são encontrados Food Trucks oferecendo desde cachorro quente e acarajé gourmet à comida mexicana, peruana e italiana, hambúrgueres e doces, entre outras delícias.

Todos em veículos pra lá de estilizados que vão desde bicicletas até verdadeiros caminhõezinhos com cozinha industrial completa.

Ainda como estratégia de diferenciação, existe também as franquias – que ganham força com cardápios bem posicionados e identidade de marca. As franquias são opção para quem deseja crescer o seu negócio, franqueando seu Food Truck, e também para quem deseja entrar no ramo.

A escolha de cardápio e posicionamento deve ser bem pensada. O empreendedor deve pesquisar seu mercado e evitar as ofertas que já estão saturadas.

Quanto à estratégia de canais, o empreendedor pode se especializar em eventos fechados, como festas de aniversários, casamentos, eventos corporativos ou feiras gastronômicas e focar seus esforços.

Com o foco, o empreendedor terá melhor conhecimento da logística, dinâmicas, clientes e relacionamentos no segmento, favorecendo, assim, a sua competitividade.

LOCALIZAÇÃO

Por ser um restaurante sobre rodas, o Food Truck pode se deslocar entre pontos comerciais diferentes.

No entanto, na prática, dependendo do nicho de atuação, a liberdade de movimento é restrita e o Food Truck terá que operar em um local fixo.

Se a estratégia for operar nas ruas das cidades, o proprietário deverá concorrer à pontos/endereços previamente definidos pela prefeitura. Caso este seja contemplado com a licença, deverá instalar seu Food Truck apenas no local licenciado.

Existe também a possibilidade de instalar o equipamento em local privado, como estacionamentos de lojas ou food parks, ou operar em eventos de curta duração em locais diversos.

Ao optar por instalar seu Food Truck em um espaço público ou privado fixo, o empreendedor deve considerar alguns fatores. Abaixo, listamos alguns deles para ajudar na escolha:

– Avalie o fluxo e hábitos das pessoas no local. Os locais devem apresentar grande concentração e trânsito de pessoas com hábitos de alimentação fora do lar nas redondezas.

Uma alternativa pode ser a instalação em estacionamento de lojas comerciais ou próximo a centros empresariais onde já existe um fluxo de pessoas que demandam pela alimentação de rua. Outra opção é próximo a locais de lazer como parques e casas noturnas;

– Verifique se há demanda por mais opções de alimentação e se há saturação nos pontos já existentes;

– Busque locais de fácil acesso, próximo a estações de transporte público ou com disponibilidade de estacionamento;

– Considere se existe fluxo de automóveis no local e seu Food Truck será visível aos potenciais clientes que passam pelas vias;

– Verifique a concorrência próxima e considere seu diferencial. Você irá oferecer algo diferente? Como irá competir?

– Avalie as condições sanitárias e de segurança no entorno. Como os Food Truck podem ocupar espaço nas ruas, é importante saber se o entorno é agradável e seguro para os clientes.

Excesso de ruído, poeira ou sujeira irá prejudicar o negócio.

Também, a proximidade de banheiros é fundamental, principalmente para o uso dos funcionários durante o período de trabalho;

– Considere a proximidade de uma cozinha central para dar apoio ao Food Truck durante os horários de operação;

– O ponto onde será instalado o Food Truck irá influenciar a sua visibilidade. No entanto, pontos comerciais com menor visibilidade podem ser compensados com estratégias de marketing;

– Entenda como o custo da licença ou do aluguel irá influenciar suas margens de lucro e avalie se haverá demanda suficiente para garantir suas margens de lucro.

EXIGÊNCIAS LEGAIS E FÍSICAS

Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador, profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa.

Este profissional irá auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições e registros.

1) Consulta comercial: antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa deve-se realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local. A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja empreender.

Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem. Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo.

Órgão responsável: · Prefeitura Municipal, Secretaria Municipal de Urbanismo.

2) Busca de nome e marca: verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada. Órgão responsável: Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

3) Arquivamento do Contrato Social/Declaração de Empresa Individual. Este passo consiste no registro do contrato social. Verificam-se, também, os antecedentes dos sócios ou empresários junto a Receita Federal, por meio de pesquisas do CPF. Órgão responsável: Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples).

4) Solicitação do CNPJ. Órgão responsável: Receita Federal.

5) Solicitação da Inscrição Estadual. Órgão responsável: Receita Estadual

6) Alvará de funcionamento, ou de licença, e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda. O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido. Para conceder o alvará de funcionamento a prefeitura ou administração municipal solicitará que a vigilância sanitária faça inspeção no local para averiguar se está em conformidade com a Resolução RDC nº 216/MS/ANVISA, de 16/09/2004. Órgão responsável: Prefeitura ou Administração Municipal, Secretaria Municipal da Fazenda.

7) Solicitar enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher anualmente a Contribuição Sindical Patronal);

8) Fazer cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;

9) Normas Municipais de Comércio Ambulante. O comércio ambulante não é necessariamente ilegal. É, em sua maioria, um negócio organizado, licenciado e bem fiscalizado.

Como vendedor de “comida de rua”, você é classificado como “Vendedor ambulante de produtos Alimentícios” e pode se inscrever como Empreendedor Individual através do site do Governo Federal chamado Portal do Empreendedor.

Através desta modalidade simplificada você terá que pagar taxa de INSS e mais e de ICMS. Isto é fixo e pago mensalmente através de um boleto que você pode gerar no próprio site (http://www.portaldoempreendedor.gov.br).

Para abrir um Food Truck o empreendedor precisa de licença de ambulante, ou de um Termo de Permissão de Uso (TPU), e se for exigência da prefeitura de seu munícipio, um alvará.

Pode acontecer de o município exigir inspeção e normas do equipamento que o empreendedor irá utilizar, por isso sempre mantenha os alimentos em temperatura adequada e seu veículo higienizado para evitar possíveis problemas. Para informar-se vá até a prefeitura do seu município.

10) Verificar outras licenças e registros necessários. Considerando licenças para o veículo, junto ao DENATRAN.

A atividade dos Food Trucks deve ser totalmente regularizada, desde aspectos sanitários, liberação da prefeitura, dos bombeiros, bem como Departamento Nacional de Trânsito, Denatran. Nesse último, há necessidade de homologar as modificações no veículo por meio de laudo do Inmetro.

As condições dos veículos em si, manutenção programada e preventiva para manter o caminhão adequado para rodar pelos eventos e ruas, instalação de gás e rede elétrica de forma a não representar riscos aos que trabalham e aos clientes que visitam são aspectos fundamentais e exigem atenção do proprietário.

Qualquer adequação e customização deverá ser realizada em oficina que conheça as regras da Anvisa e do Detran, para que o trabalho seja efetuado segundo as diretrizes legais.

A instalação de energia elétrica, gás e produtos químicos, se não for corretamente planejada e executada, poderá representar riscos ao proprietário e colaboradores que trabalharão no caminhão, assim como para os clientes que estarão próximos aos Trucks no momento das vendas.

Para a transformação ou fabricação de veículos para o setor de Food Truck é necessário seguir as orientações do Detran do município onde o veículo irá trabalhar.

A empresa contratada para adequar o veículo para ser uma cozinha móvel deverá ter o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT) e o comprovante de capacidade técnica operacional do Inmetro (CCT).

A característica original do veículo pode ser alterada/modificada ou transformada, desde que concedida a Autorização Prévia (Lei nº 9503 de 23/09/97, Art. 98) pelo DETRAN-CIRETRAN.

Em qualquer tipo de alteração em relação à fabricação, faz-se necessária a emissão de um novo CRV (Certificado de Registro de Veículo) pelo DETRAN-CIRETRAN.

Vale lembrar que a autorização prévia deverá ser solicitada antes de qualquer modificação do veículo. O proprietário deverá apresentar diversos documentos – originais e cópias – no Detran do município em questão.

Em São Paulo, o site www.detran.sp.gov.br orienta o passo a passo.

11) Regularizar o estabelecimento junto ao Corpo de Bombeiros Militar;

Os trabalhos realizados no sistema de Food Trucks, cozinhas móveis, se enquadram como eventos temporários e, devido a esse fato, devem seguir normas de prevenção e proteção contra incêndios.

Por lei, todos os eventos temporários devem possuir um PPCI (Plano de combate contra incêndio).

No Brasil, o Corpo de Bombeiros desenvolve suas atividades segundo regras municipais e estaduais com o foco na adequação dos eventos.

12) ANVISA– Agência Nacional de Vigilância Sanitária

O Food Truck, por exercer comércio de produtos alimentícios, é a atividade sujeita ao regime de fiscalização sanitária.

A fiscalização sanitária é obrigatória na fabricação de alimentos, por força do disposto no Decreto – Lei nº 986, de 21 de outubro de 1969, Resolução – RDC/ANVISA nº 216, que instituiu o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação e Portaria nº 326 da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, de 30 de Julho de 1997.

É indispensável que o empreendedor solicite informações detalhadas, sobretudo de ordem higiênico sanitária, junto à autoridade sanitária municipal, antes de iniciar a atividade do empreendimento.

A fabricação de alimentos pelo Food Truck pode sujeitar o empreendimento à responsabilidade técnica. Neste caso, fica evidenciada a necessidade de consulta prévia à Vigilância Sanitária, no intuito de se verificar a exigência de profissional devidamente inscrito no Conselho de Classe, como o Responsável Técnico.

É preciso obter alvará de licença sanitária, adequando às instalações de acordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas).

Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, já em âmbito estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (quando for o caso).

As principais exigências legais aplicáveis a este segmento são:

– Lei nº 6.437, de 20.08.77 e alterações posteriores – configura infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções respectivas e a necessidade da responsabilidade técnica;

– Lei nº 12.389 de 11 de Outubro de 2005 – dispõe sobre a doação e reutilização de gêneros alimentícios e de sobras de alimentos e dá outras providências;

– Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a venda à criança ou ao adolescente de bebidas alcoólicas dentre outros itens;

– Resolução RDC nº 91, de 11 de maio de 2001 – aprova o Regulamento Técnico: Critérios Gerais e Classificação de Materiais para Embalagens e Equipamentos em Contato com Alimentos, constante do Anexo desta Resolução;

– Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004 – dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação;

– Resolução RDC nº 218, de 29 de julho de 2005 – dispõe sobre Regulamento Técnico de Procedimentos Higiênico-Sanitários para Manipulação de Alimentos e Bebidas preparados com Vegetais;

– Portaria nº 326/97 – Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico- Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos;

– Portaria nº 185 de 13/05/1997 – Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Peixe Fresco (Inteiro e Eviscerado);

– Portaria nº 1.428/93 – Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos. A manipulação e a montagem de cardápios alimentares devem ser realizadas por profissionais tecnicamente qualificados.

Poderão ser encontrados na Resolução CFN n.º 218, de 25 de março de 1999, do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), os critérios da Responsabilidade Técnica exercida pelo nutricionista, seu compromisso profissional e legal na execução de suas atividades, compatível com a formação e os princípios éticos da profissão, visando à qualidade dos serviços prestados à sociedade.

Destaca-se a Resolução CFN nº 378, de 28 de dezembro de 2005, que dispõe sobre o registro e cadastro de Pessoas Jurídicas nos Conselhos Regionais de nutricionistas e dá outras providências.

Essa legislação federal pode ser complementada pelos órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária, visando abranger requisitos inerentes às realidades locais e promover a melhoria das condições higiênico- sanitárias dos serviços de alimentação.

Em alguns Estados e Municípios, os estabelecimentos que produzem e/ou manipulam alimentos somente podem funcionar mediante licença de funcionamento e alvará expedido pela autoridade sanitária competente. A vistoria no estabelecimento segue o código sanitário vigente e é feita pelos fiscais da prefeitura local.

13) Código de defesa do consumidor. Além de todos esses procedimentos, é muito importante lembrar que essa atividade exige o conhecimento do Código de Defesa do Consumidor- Lei nº. 8.078/1990. As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O CDC foi instituído pela Lei n. 8.078, em 11 de setembro de 1990, com o objetivo de regular a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca do reequilíbrio na relação entre consumidor e fornecedor, seja reforçando a posição do primeiro, seja limitando certas práticas abusivas impostas pelo segundo.

É importante que o empreendedor saiba que o CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final.

A fim de cumprir as metas definidas pelo CDC, o empreendedor deverá conhecer bem algumas regras que sua empresa deverá atender, tais como:

forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda,

fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem prestadas,

cláusulas contratuais consideradas abusivas,

responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços,

os prazos mínimos de garantia,

cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

food truck butantaESTRUTURA

A estrutura física para operar um Food Truck irá variar de acordo com o tipo do negócio e dos pratos servidos.

Ele pode ser dimensionado para apenas armazenar e comercializar comidas prontas ou para processar e comercializar comidas cruas ou semi-prontas.

Os Food Trucks podem ser montados em trailers, vans, peruas e em pequenos caminhões e operar em locais permitidos dentro das leis de zoneamento. As tradicionais peruas ambulantes têm em média 3 m de comprimento e os caminhões cerca de 6 m.

É fundamental adaptar o preparo dos alimentos para uma cozinha pequena. O ideal é procurar oficinas especializadas para desenvolver o projeto e a montagem dos veículos. Essas oficinas irão adaptar os projetos às restrições do DENATRAN e do INMETRO e podem aconselhar sobre as melhores alternativas.

A estrutura básica do Food Truck pode ser simples para abrigar os equipamentos, uma área de preparo dos alimentos, um balcão de atendimento e serviço, e área de caixa. É importante separar o manuseio dos alimentos do dinheiro.

Quando a opção estratégica for pela diferenciação e atendimento a uma clientela mais exigente, a necessidade de um projeto de design mais bem definido para o veículo e a agregação de produtos e serviços pode resultar em uma estrutura mais complexa.

O empresário deve estar atento também à infraestrutura do entorno. Apesar de não ser de propriedade do estabelecimento, ela irá influenciar no desempenho do negócio.

Por isso, o empreendedor deve procurar espaços que ofereçam maior comodidade ao seu cliente, como a presença ou a possibilidade de se colocar mesas e cadeiras, sombra e banheiros.

A disposição dos aparelhos no entorno deve favorecer a visibilidade do Food Truck e também o acesso dos clientes à área de serviço, inclusive para portadores de necessidades especiais.

O balcão de atendimento deve ter dimensões corretas para permitir o contato do chef com o cliente e favorecer a visão do preparo dos alimentos, demonstrando a organização e higiene da cozinha.

O espaço interno precisa ter amplitude para permitir a presença do chef e ajudante e a movimentação durante o preparo e serviço dos alimentos. O layout dos equipamentos como geladeira, forno e fogão deve prever boa acessibilidade para não dificultar o serviço durante os picos de atendimento e a cozinha, bem como a estocagem, deve obedecer à legislação sanitária vigente.

As paredes externas e internas, livres de equipamento, devem ser usadas para a comunicação visual da proposta do negócio e dos itens de cardápio – despertando no cliente a vontade de degustar os produtos. Cuidado com excessos e poluição visual. Ao planejar a comunicação visual deve-se levar em conta o valor agregado, ou seja, os atributos de valor escolhidos.

A iluminação interna e externa também deve ser planejada para potencializar o poder de atração e contribuir para a boa impressão do Food Truck.

A área externa, quando existente e administrada pelo próprio Food Truck, deve conter equipamentos de fácil montagem e desmontagem, como cadeiras e mesas dobráveis, e de fácil limpeza, manutenção e transporte.

A disposição das mesas e cadeiras deve respeitar espaço suficiente para o trânsito das pessoas.

Deve ser previsto também a disposição de lixeiras de fácil acesso pelos clientes e também pelos ajudantes.

Apesar dos Food Trucks não oferecerem banheiros, a instalação em locais com banheiros próximos pode favorecer o negócio. Os banheiros também são importantes para o uso dos funcionários durante o expediente.

Food trucks são paulo

PESSOAL – MÃO DE OBRA

A composição da equipe de trabalho irá depender da estrutura, do volume de atendimento e do que é vendido no Food Truck.

Basicamente, ela deverá ser composta por cozinheiro, atendente de balcão e áreas externas (quando existentes), auxiliar de cozinha e caixa, sendo que este último pode exercer também a função de gerente do estabelecimento.

Tanto o cozinheiro quanto o auxiliar de caixa/gerente pode ser o próprio empreendedor.

As atividades do cozinheiro serão relacionadas ao manuseio e preparo dos alimentos dentro dos padrões estabelecidos;

o atendente de balcão (em alguns casos o próprio cozinheiro) é responsável pela anotação e solicitação interna dos pedidos, organização do atendimento e entrega dos pedidos aos clientes;

o caixa exerce as operações de cobrança; e o gerente a administração do negócio, controle de estoque de mercadorias, compras e logística, contato com fornecedores e pagamento de contas entre outras.

O modelo de operação do Food Truck exige uma proximidade entre o dono, ou operadores do negócio, e o cliente.

Devido a esta proximidade, o empreendedor deverá considerar questões como cordialidade, equilíbrio emocional, capacidade de identificar as necessidades dos clientes, agilidade e presteza no atendimento, ao escolher seus colaboradores.

As pessoas procuram mais do que simplesmente uma boa comida, elas querem também se divertir e serem bem atendidas. Pequenos detalhes como bom humor, vestimentas adequadas e educação nos tratos pessoais, podem contribuir para que o cliente retorne e indique o estabelecimento a outras pessoas.

É importante, também, que todos os envolvidos no negócio sejam treinados e capacitados para seus cargos, desde os cargos ligados a produção e atendimento até os administrativos. Os cozinheiros devem ser conhecedores do preparo ideal dos alimentos.

Os colaboradores e atendentes devem conhecer bem o cardápio e as características de cada produto, sua história, origem, fatores nutricionais e forma de preparo.

Também é preciso conhecer técnicas de manejo dos alimentos e cuidados com higiene e limpeza, tanto pessoal quanto das instalações. Técnicas de atendimento ao cliente e técnicas de gestão também devem fazer parte da busca pelo conhecimento.

O Sebrae oferece um conjunto de instrumentos para capacitar empreendedores e profissionais. É indicado ao empreendedor procurar o Sebrae mais próximo para buscar apoio no que diz respeito às estratégias que podem ser adotadas para gestão e capacitação de pessoas em seu negócio.

O investimento em capacitação, além de promover a qualificação e desenvolvimento dos integrantes da equipe de trabalho, também irá favorecer um ambiente propício ao desempenho de todas as atividades e contribuir para que o negócio alcance sua sustentabilidade econômica.

Também, deixará as pessoas mais satisfeitas e realizadas com sua atuação profissional, fortalecendo a relação entre empregado e empregador e ajudando na retenção de pessoal.

Ainda, para ajudar com a retenção de bons colaboradores, é recomendável a adoção de uma política de retenção de pessoal, oferecendo incentivos e benefícios financeiros.

Assim, o empreendedor poderá diminuir níveis de rotatividade e obter vantagens como a diminuição de custos com recrutamento, seleção, demissões e treinamento de novos funcionários.

O empreendedor também deve fornecer uniforme e EPIs (equipamentos de proteção individual) que atendam às especificidades legais e em volume que permita aos colaboradores fazerem as devidas trocas durante a jornada semanal.

Outra questão sobre as contratações é a legislação. As contratações devem pautar-se na Legislação Trabalhista e na Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio. É recomendado consultar um profissional contabilista local para verificar procedimentos adequados para contratação de pessoas.

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